Debora Souza foi premiada em terceiro lugar na Map the System Global Competition na Universidade de Oxford – Amani Institute

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Debora Souza foi premiada em terceiro lugar na Map the System Global Competition na Universidade de Oxford

O projeto de mapeamento das consequências do desmatamento do Cerrado foi apresentado por Debora Souza representando o Amani Institute

Amani Fellow do programa de Gestão em Inovação Social (SIM) em 2018 e Analista de Programas do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Debora Souza representou o Amani Institute na Map the System Global Competition, promovida pela  University de Oxford, na Inglaterra.

No total, 20 instituições educacionais de alto prestígio participaram da competição, entre elas entre elas a Universidade de Yale, Harvard Kennedy School e a Kellog School of Management. A Beedie School of Business alcançou o primeiro prêmio, a Universidade de Oxford o segundo e Debora representando o Amani Institute conquistou o terceiro lugar.

O Map the System é uma antítese das competições de planos de negócios e ideias, ela parte do conceito de que os problemas sociais relevantes são sistêmicos e que somente entendendo profundamente as dinâmicas e relações envolvidas as soluções apresentadas podem ser efetivas.

Esta iniciativa global do Skoll Centre for Social Entrepreneurship na Saïd Business School em Oxford premia anualmente agentes de mudança que estão mapeando problemas sociais e ambientais em seus países de origem.

“Ouvimos falar muito da mata Atlântica e da Amazônia, mas falamos muito pouco do cerrado, um bioma brasileiro que hoje em dia já é mais desmatado que a Amazônia”, diz Debora, explicando como nasceu a sua vontade de se aprofundar em um tema até então desconhecido para ela.

O projeto “The Forgotten Biome” (O Bioma Esquecido, em tradução livre) mapeia causas e consequências do desmatamento no cerrado brasileiro e também os seus reflexos no setor de políticas públicas e teve coautoria de Julia Norat, que trabalha no Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal e há bastante tempo trabalha com este bioma.  

Entre todos os  6 times que ficaram para as apresentações finais onde foram escolhidos os três trabalhos ganhadores, Debora foi a única representante de um país da região Sul do globo. “Alguém tinha que ganhar e porque não uma mulher parda, da periferia de São Paulo, de um país também periférico? ”, pergunta Debora.

“Tive um grande apoio de Mariana Freddi, program manager do Amani Institute neste processo, foi em uma conversa com ela que decidi me apresentar”. Relembrando este percurso, Debora conta também que “Os feedbacks que recebi de Ilaina Rabbat e Roshan Paul foram fundamentais para refinar a apresentação”.

No total 4 equipes do Amani Institute se inscreveram para participar da competição: Flávia Cardillo apresentou o projeto ‘Early childhood development and public funding in Brazil” (O desenvolvimento na primeira infância e o financiamento público no Brasil, em tradução livre), Becca Bolton “Breaking the cycle of women offending” (Rompendo o ciclo da reincidência das mulheres encarceradas, em tradução livre) , Lorraine Silva “The invizibilised mourning of mothers victims of state violence in São Paulo (O luto invisível das mães vítimas da violência do estado em São Paulo, em tradução livre), além do projeto de Debora que foi o selecionado.  “Foi um desafio escolher entre projetos de alto nível, foi a primeira vez que o Amani Institute participou desta competição, mas sabemos a qualidade dos projetos que saem da organização. O tema do projeto selecionado, o desmatamento do cerrado é muito relevante e estamos muito orgulhosos desta conquista”, resume Mariana Freddi.

O prêmio financeiro, de 2.000 libras esterlinas, segundo os organizadores, deve ser utilizado na continuação do projeto, reforçando assim a engrenagem positiva de criação de impacto social duradouro e sustentável.

Friday, der 14. June 2019 por Jau Santoli
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