Minimalista – Ser ou não ser? – Amani Institute

Blog

Minimalista – Ser ou não ser?

Ok, depois de muitas tarefas, reuniões, workshops, leituras e projetos sobre Inovação Social, eu tinha que refrescar minha mente. Comecei a procurar por eventos interessantes acontecendo em Bangalore, por eventos interessantes eu quero dizer – de graça. Todos entendem os desafios de ser um estudante em outro país. Acabei me inscrevendo em um evento sobre Minimalismo.


O que eu entendo sobre Minimalismo? Vejamos, eu assisti um documentário no Netflix, eu adoro as dicas da Marie Kondo, e eu definitivamente não gosto de acumular coisas depois que assisti a vários episódios de acumuladores na TV. Será que é o suficiente?


Pesquisa rápida na internet – pessoas minimalistas vivem com menos de 100 itens, eles compram micro casas, daquelas que você usa a mesma pia para o banheiro e a cozinha. Eles não tem mais que 5 camisetas no armário, todas da mesma cor.


Isso parece difícil, não é? Bom, me parece que não é tanto assim. Pelo que ouvi das histórias compartilhadas na reunião, o Minimalismo pode ter diferentes tipos e níveis. Tem pessoas que tentam viver sem comprar coisas novas, se eles precisam de uma camisa nova, eles perguntam se algum amigo tem sobrando para doar ou simplesmente trocam uma camiseta por um livro, por exemplo. Havia também uma praticante radical que falou sobre viver sem geladeira. Ela ia ao mercado para comprar somente a porção de comida que ia comer naquele dia! Mas, para minha surpresa, haviam muitas histórias de pessoas procurando pelo conceito minimalista de viver com menos, e somente evitar ter um armário cheios de sapatos em casa.


Talvez por isso o Minimalismo, atraia tantas pessoas atualmente. Não pela ideia de que você precisa limitar a quantidade de itens na sua casa, mas pela noção de que nós precisamos ter mais consciência do significado que damos para as coisas. Nosso relacionamento com coisas materiais, e a possibilidade de viver com menos, focando no que realmente importa.


Não é que você não possa comprar o que você quer, mas é sobre desapego. Em teoria, isto pode te trazer mais liberdade de ter somente coisas que importam, se livrando de excessos, e tendo uma visão mais clara do que realmente é importante pra você.


Não pude deixar de relacionar isso com o momento de se mudar para viver em outro país. A experiência de fazer as malas e se perguntar – como carrego a minha casa em duas malas de 23 quilos? – faz você pensar o que você precisa de verdade. O que leva também a refletir, que em algum ponto dessa jornada, nós, como transformadores, precisamos ser mais conscientes sobre como queremos viver. Nós devemos isso a nós mesmos. Foco no que realmente importa e walk the talk.


Esse texto foi escrito pela Amani Fellow Carla Saiki

Tuesday, der 30. April 2019 por Jau Santoli

Related content